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ENAI 2013: Dilma defende redução da burocracia e modernização das instituições

Dilma lembrou que o acordo fechado na reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) semana passada, em Bali, beneficiará o Brasil

“Precisamos combater a tradição burocrática, do selo, do carimbo” - Dilma Rousseff

O Brasil precisa combater a burocracia, modernizar as estruturas institucionais e a capacidade de se relacionar com a sociedade. A afirmação foi feita pela presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira (11), na abertura do 8º Encontro Nacional da Indústria (ENAI). “Precisamos combater a tradição burocrática, do selo, do carimbo”, destacou Dilma. Não podemos ter múltiplas portas de entrada e processos que se sobrepõem”, completou, reconhecendo que o excesso de burocracia prejudica a competitividade das empresas brasileiras.

Dilma lembrou que o acordo fechado na reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) semana passada, em Bali, beneficiará o Brasil. Mas também representa mais um desafio à competitividade brasileira. Por isso, afirmou ela, governo e empresários devem reforçar as parcerias para ajudar o Brasil a superar os obstáculos ao aumento da produtividade.

A presidente citou os avanços feitos pelo país nas últimas décadas e destacou os resultados das concessões na área de infraestrutura – portos, aeroportos e rodovias – os leilões de energia e dos campos de exploração de petróleo e gás. Dilma admitiu que a parceria do governo com o setor privado é essencial, não só pelo valor dos investimentos, mas, sobretudo pela capacidade de gestão e pelos ganhos de eficiência aplicados pelas empresas.

PRONATEC - Entre as parcerias bem sucedidas com o setor privado ela citou o Pronatec, programa de qualificação técnica dos trabalhadores brasileiros, cujo principal parceiro do governo é o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Neste ano o programa alcançou mais de 5,4 milhões de matrículas. O dobro do ano passado. “Trabalhador mais produtivo e com mais capacidade de inovar tem mais condições de melhorar sua vida e de sua família”, afirmou Dilma.

O êxito do Pronatec também foi lembrado pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. Em seu discurso para os cerca de 2.300 líderes empresariais que participam do ENAI, ele disse que o SENAI atenderá quatro milhões de pessoas em 2014. Andrade destacou que o país precisa vencer uma série de desafios para ganhar competitividade. ”Devemos atacar a insegurança jurídica, que gera graves incertezas, afasta investimentos e freia o crescimento”, disse.

Além da presidente Dilma Rousseff e de Andrade, a abertura do ENAI teve a participação dos ministros Guido Mantega, da Fazenda; Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Aloizio Mercadante, da Educação. O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho também participou do evento.

Organizado pela CNI, o Encontro Nacional da Indústria se encerra nesta quinta-feira (12), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF). No evento, os empresários discutem os desafios para o Brasil ganhar competitividade.

DISCURSO - Ouça, clicando aqui, o trecho do discurso da presidente Dilma Rousseff no ENAI.

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