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Ministro da Educação se reúne com alunos do SESI e do SENAI que passam por nova experiência de ensino de inglês

Criado por SESI e SENAI com o objetivo de preparar melhor os futuros trabalhadores das indústrias, programa Conexão Mundo prevê cinco meses de atividades, incluindo aulas com monitores norte-americanos

“O inglês é uma grande porta não apenas para o contato com os países anglo-saxões. Ele permite, sobretudo, ter acesso a conteúdos educacionais e culturais os mais ricos possíveis” - Renato Janine Ribeiro

Ser fluente em inglês é uma das habilidades requeridas para boa parte dos profissionais das indústrias. Ela permite a eles ler manuais de equipamentos importados, conhecer ferramentas de gestão, estabelecer parcerias com empresas de outros países. Foi com o objetivo de preparar melhor os futuros trabalhadores das indústrias que o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) criaram o Conexão Mundo. O programa, que prevê cinco meses de atividades, incluindo aulas com monitores norte-americanos, além de imersão de duas semanas nos Estados Unidos para os participantes mais bem avaliados, foi apresentado na sexta-feira (17) ao ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, em Taguatinga (DF).

Em conversa com os 140 participantes do Distrito Federal, Janine destacou a importância do aprendizado de outra língua como uma forma de tomar conhecimento de uma nova cultura e um novo universo cognitivo. “O inglês é uma grande porta não apenas para o contato com os países anglo-saxões. Ele permite, sobretudo, ter acesso a conteúdos educacionais e culturais os mais ricos possíveis”, destacou.

Ele acrescentou que, como ministro da Educação, é importante se aproximar e conhecer experiências bem sucedidas, já que o poder público tem a possibilidade de ampliar a escala de projetos com resultados positivos. Ouça aqui.

EXPERIMENTAÇÃO - Diretor-adjunto de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) , Sérgio Moreira lembrou que o Conexão Mundo tem sido um espaço de experimentação em várias frentes. Isso porque, afirma ele, além do ensino da língua há um esforço de valorização das profissões técnicas e também de criar perspectivas para a educação para o mundo do trabalho. Entre os participantes do programa, há estudantes do SESI (ensino médio) e do SENAI (educação profissional).

Raquel Lima da Silva, 16 anos, é uma das alunas da edição 2015 do Conexão Mundo. Ela está no segundo ano do ensino médio no SESI de Taguatinga e faz também o curso técnico em automotiva no SENAI. Antes do Conexão Mundo, Raquel estudava inglês na escola e teve dois anos de aulas em um cursinho. Ela avalia que os cinco meses de Conexão Mundo são mais proveitosos por conta da participação dos professores estrangeiros. “No cursinho, quem ensina são brasileiros. No programa, vem gente que tem outra experiência com a língua e com a cultura”, diz sobre os monitores (chamados de coaches).

Desenvolvido em parceria com a ONG US-Brazil Connect, o Conexão Mundo tem duração de 18 semanas, estruturado em três etapas. A primeira contempla dois meses de ensino do idioma na modalidade de educação a distância, com a tutoria de estudantes ou professores norte-americanos de cursos técnicos de Community Colleges parceiros do programa.

Na segunda etapa, os tutores norte-americanos vêm ao Brasil para aulas presenciais nas escolas do Sistema Indústria durante quatro semanas, no período de férias dos brasileiros. Em seguida, a terceira etapa segue com mais seis semanas de aulas pela internet, quando é retomada a metodologia de educação a distância. Ao final das três etapas, os 5% do total de alunos que concluíram o programa e se destacaram são selecionados para um intercâmbio cultural de duas semanas nos Estados Unidos.

Neste momento, 209 monitores estadunidenses estão no Brasil para a segunda fase do programa. Presidente da US-Brazil Connect, Mary Gershwin cuida da escolha desses monitores e de sua vinda para o Brasil. Ela conta que esse grupo também sente os benefícios do programa. “Toda semana, eu recebo um email de alguém dizendo não quer voltar do Brasil”, conta. Para ela, que foi intercambista no Brasil na juventude, este é o grande espírito do programa: usar o ensino da língua para conectar pessoas e abrir novas oportunidades.

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